UMA VIDA EM NOSSAS MÃOS |
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Sábado, Agosto 02, 2008
Amigos e amigas, Estamos iniciando uma manifestação pública de apoio e desagravo ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho, cidadão e profissional que merece nosso respeito, nossa admiração e o direito de defesa diante das acusações que vem sofrendo. Aqueles que desejarem se manifestar, por favor: assinem ao final do texto (colocar nome completo, identidade e, se possível, profissão, cargo, etc.) e remetam novamente para Regina (abreuregin@gmail.com) ou Helena (helenaregomonteiro@yahoo.com.br) repassem este email para suas listas e para a imprensa. O CASO DO DR. JOAQUIM RIBEIRO FILHO: O QUE A OPINIÃO PÚBLICA PRECISA SABER Antes de condenar publicamente os cidadãos é preciso prudência e ponderação. O Ministério Público, a Polícia Federal e a Imprensa são órgãos fundamentais para o aperfeiçoamento do processo democrático, e por isso mesmo não podem permitir que alguns de seus setores extrapolem o que é próprio de suas missões, espetacularizando, difamando, condenando a priori e, pior, confundindo a opinião pública. O discurso de mão única, calcado num texto que induz a uma única verdade afirmada e reiterada num tom que faria tremer os maiores inquisidores medievais, retira dos cidadãos a possibilidade de refletir com serenidade, de pensar com calma, de avaliar a partir de conjuntos maiores e necessários de informações que precisam ser reveladas. Os atos impetrados contra o Dr Joaquim Ribeiro Filho na chamada "operação fura-fila" (qualificativo por si só já condenatório e pejorativo) correspondem a atos da maior gravidade, diríamos mesmo de irresponsabilidade. O Dr Joaquim Ribeiro Filho é um dos médicos e cirurgiões mais importantes do país. Tem no seu currículo a implantação do sistema de transplantes de fígado no Brasil, após passar grande período especializando-se nos melhores centros de transplante da França. Dedica-se, há várias décadas, a construir algo que não existia até então e que tem salvado milhares de vidas. É incansável no atendimento a dezenas de pacientes de todas as classes sociais que chegam diariamente até ele e sua equipe. Trabalha como professor no Hospital Clementino Fraga, no Fundão, por absoluta vocação, militância e consciência do dever com a causa pública de docente e de médico. É apaixonado pelo que faz. É combativo e determinado quando o assunto é salvar vidas. Efetivamente, não se deixa dobrar pelas burocracias ou pelos podres poderes em busca de cargos e privilégios. Foi convidado em várias ocasiões para deixar o país e integrar equipes no exterior por sua competência e extrema habilidade enquanto cirurgião, mas sempre recusou estes convites por acreditar no Brasil, por acreditar que aqui poderia implantar um serviço de medicina de ponta, novo e de primeiro mundo. Mas, ao que parece, certos setores do Brasil não querem chegar ao primeiro mundo. Preferem a mediocridade, a burocracia, a insensibilidade, os enredos tragicômicos das acusações espúrias, forjadas e descabidas, permitindo que a honra dos cidadãos seja manchada. Até quando? Até quando continuaremos a lançar na fogueira da inquisição aqueles a quem deveríamos estar reverenciando, admirando e seguindo como exemplo de dignidade, de trabalho, de dedicação a ideais humanitários. Conhecemos o Dr Joaquim. Temos o grande privilégio de desfrutar de sua amizade. Acompanhamos há muitos anos seu esforço em construir passo a passo, com as maiores dificuldades, o sonho de um serviço de transplante de fígados no Hospital Universitário Clementino Fraga que se tornasse um modelo para todo o Brasil. Sabemos que ele é capaz de fazer o impossível quando a questão é salvar vidas. É uma pena que estejamos todos sendo destruídos pelo grande circo mediático e queimando vivo um dos maiores talentos da medicina brasileira. Aqueles que conhecem sua família e sua formação, desde os tempos do Colégio Santo Inácio e da sua passagem pela Faculdade Medicina da UFRJ, sabem que ele foi criado dentro dos valores cristãos e de defesa dos ideais humanitários. Sabem também que o caso pontual, no qual o Dr Joaquim está sendo alvo de denúncias, corresponde a uma má interpretação de fatos que levaram o Dr Joaquim a salvar a vida de Carlos Augusto de Alencar Arraes. Vamos aos fatos. Em meados de julho de 2007, as equipes de transplante de Minas Gerais informaram ao Serviço Nacional de Transplantes em Brasília que havia um órgão disponível em Belo Horizonte, pois, devido à greve da UFMG, não havia condições de captação do mesmo. A opção de captação do órgão foi então encaminhada para possíveis receptores no Rio de Janeiro. Entretanto, um fato novo prejudicaria a captação do órgão pelas equipes do Rio de Janeiro (Hospital Geral de Bonsucesso e Hospital Clementino Fraga da UFRJ, este último coordenado pelo Dr Joaquim). Havia acabado de ocorrer um acidente com um avião da TAM em São Paulo e, por este motivo, o SNT avisou que não haveria transporte para levar o órgão. Entrávamos em plena crise aérea com várias suspensões de vôos e caos nos aeroportos. Dr Joaquim informou ao SNT em Brasília que havia um paciente seu, particular, internado na Clínica São Vicente, que teria condições de alugar um jato particular e consultou se isso seria possível para que o órgão não fosse descartado, ou seja, que ele não fosse jogado no lixo e pudesse servir ara salvar uma vida. É preciso que fique claro que estes órgãos têm uma vida útil de curta duração e que a captação tem que ser muito rápida, sendo que, em muitos casos, é preciso aproveitar oportunidades únicas envolvendo doador, órgão e paciente em condições de cirurgia. A família do Sr Carlos Augusto Arraes se mobilizou e obteve determinação judicial do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, autorizando a captação do órgão e a realização da cirurgia. Todo este processo está documentado no setor de transplantes de Minas Gerais. O procedimento cirúrgico foi realizado com sucesso na Clínica São Vicente e num encaminhamento absolutamente normal, a família do paciente pagou ao Dr Joaquim, à sua equipe e à Clínica São Vicente os honorários devidos, o que no total consistiu em aproximadamente R$ 90.000,00, cifra inquestionável para este tipo de intervenção cirúrgica numa das clínicas mais conceituadas e também de custos mais elevados do Rio de Janeiro. No final de julho, a Coordenação de Transplantes do Rio de Janeiro e o então Secretário Estadual de Saúde Sergio Cortes, em função de desavenças políticas com o Dr Joaquim, fizeram denúncias ao Ministério Público de que o Dr. Joaquim teria saído do Rio de Janeiro para Belo Horizonte com um ofício, para buscar o órgão para o Hospital Universitário, e que no caminho teria desviado o órgão para seu paciente na Clínica São Vicente. O Ministério Público Federal iniciou então as investigações. Dr Joaquim solicitou que fossem incluídas no processo as informações da Associação Nacional da Aviação Civil – ANAC – sobre planos e notas de vôos daquele dia, para comprovar a falta de fundamento da acusação. Seguiram-se outros fatos e provas a favor do Dr. Joaquim que tramitam na justiça. Pois, se existem denúncias, se existem processos, é preciso assegurar o que reza a Constituição: o direito legítimo de que os "suspeitos" se defendam publicamente no fórum adequado do poder judiciário. Queremos ainda chamar a atenção para alguns pontos que não estão sendo contemplados e que ajudariam a esclarecer a opinião pública a não embarcar neste ato de vandalismo e violência que consiste em trucidar um grande médico e cidadão brasileiro. Cabe indagar: A quem serve queimar o Dr. Joaquim em fogueira pública? Qual o debate que efetivamente interessa à população brasileira sobre o tema dos transplantes? Que política de saúde queremos para o país? Certamente não queremos compactuar com a visão estreita e burocrática. O tema dos transplantes é delicado e cheio de nuances. Temos que aprender a ouvir aqueles que efetivamente entendem do assunto e o Dr. Joaquim é a maior eminência neste tema. Os seres humanos são singularidades delicadas e a visão da fila nestes casos não pode ser equivalente à visão da fila de um banco. Não somos cartões de crédito, cédulas bancárias, talões de cheque. Somos seres com alta complexidade. Transplantar um órgão não é o mesmo que montar um robô. Um órgão pode ser compatível com uma pessoa e não com outra por inúmeras razões - idade, tamanho, estado, enfim, razões que somente os médicos sabem apontar. Para isso eles estudam anos a fios e se dedicam à profissão. Seria muito bom se todos pudessem ser atendidos e contemplados. Mas, e o desperdício de órgãos? Os setores da saúde não deveriam fazer o possível para aproveitar os órgãos passíveis de transplante? E quando, por motivo de ineficiência da máquina estatal, um órgão não pode ser aproveitado para os transplantes no âmbito público? Deve ser jogado na lata do lixo? Não deveríamos juntar nossas forças e energias para campanhas de melhoria das condições dos hospitais públicos, especialmente os hospitais universitários, o que vem sendo motivo freqüente de reivindicação dos abnegados médicos que ainda defendem e trabalham pela saúde pública como o Dr Joaquim? Adotando a prática da serenidade, precisamos olhar com mais respeito para a trajetória dos cidadãos, antes de nos deixarmos ser confundidos pela destrutividade de espetáculos midiáticos que, de uma tacada, reduzem a pó trajetórias lenta e pacientemente construídas que deveriam, como é o caso da trajetória do Dr. Joaquim, nos encher de orgulho. Quarta-feira, Janeiro 02, 2008
31.12.2007 - JORNAL NACIONAL Uma tragédia em nome da lei Neste 31 de dezembro, enquanto milhões de brasileiros faziam planos para a noite de Réveillon e para o ano novo, uma família do Rio de Janeiro experimentava duas sensações extremas - e opostas. Primeiro, uma alegria imensa. Depois, uma frustração ainda maior. O repórter Paulo Renato Soares conta uma história de vida e de morte; de solidariedade e de insensatez. Era pra ser o melhor Réveillon da vida de Jânia Gomes. Ela espera por um transplante de fígado há quatro anos. A esperança de vida nova veio ontem com um telefonema do hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que teria localizado um órgão para ela. “Eu fiquei ansiosa”, conta ela. O doador foi uma criança de seis anos, de São Paulo, que teve morte cerebral. Os rins foram para pacientes paulistas. O fígado estava a espera de uma pessoa de no máximo 40 quilos. Era o caso de Jânia. Mas hoje de manhã outro telefonema do hospital. Dessa vez para pôr fim ao sonho de uma recuperação. A paciente nem chegou a se internar para receber o novo órgão. O fígado que salvaria a vida dela nem chegou a sair de São Paulo. O Brasil tem 7.036 pacientes na fila do transplante de fígado. Seguindo critérios que levam em conta urgência e compatibilidade entre doador e paciente, a central nacional fez uma triagem para indicar quem deveria receber o órgão. O primeiro que teria direito ao transplante também era um paciente do hospital do Rio. Mas o número 26 da fila foi descartado porque era pesado demais pra receber o fígado de uma criança. O hospital indicou a segunda opção: a Dona Jânia, número 253 na lista de espera. Mas segundo a central regional do Rio, havia um outro paciente que se encaixava no perfil. O número 80. A indicação não foi aceita pelo próprio hospital porque, de acordo com os médicos, os exames desse paciente não estavam em dia. A central do Rio, então, negou autorização do transplante para Dona Jânia. A coordenadora da central disse que a equipe médica do hospital já está sendo investigada pelo SUS e pelo Ministério Público por supostas irregularidades na escolha de pacientes que têm prioridade. E que não tinha informações suficientes para garantir que a fila estava sendo respeitada. “Nós temos que seguir a lista de espera a fim de que todos os pacientes independente se são ricos, pobres, anônimos ou famosos possam receber um transplante com transparência”, argumenta Ellen Barroso, coordenadora da central de transplantes do Rio de Janeiro. O médico disse que o hospital defende as investigações e lamenta a decisão. “É uma infelicidade, porque o fígado foi jogado fora e era uma chance única dessa paciente ser transplantada. E não vejo nenhum motivo pra ter esse tipo de desconfiança da central”, responde Eduardo Fernandes, médico responsável pelo transplante. O fígado foi para o lixo pouco depois das 3h da tarde de hoje. Dona Jânia, que vive num bairro pobre da Baixada Fluminense, não entendeu bem o que aconteceu. Mas ainda acredita que vai receber um fígado novo para se livrar dos remédios e da transfusão de sangue pelo menos uma vez por mês. “Eu queria estar transplantada antes... Mas não deu...”, lamenta Jânia. O subsecretário jurídico da Secretaria de Saúde do estado do Rio, Pedro Di Masi, disse que uma auditoria vai apurar de quem foi a responsabilidade pelo fracasso do transplante. O coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Abrahão Salomão, afirmou que também vai tentar esclarecer o que ocorreu. Só no Rio, além da Dona Jânia, outras 1.194 pessoas esperam por um fígado. Quinta-feira, Novembro 01, 2007
O quê você quer ser quando morrer? As várias oportunidades que aguardam o seu corpo quando você não estiver mais usando ele Por: Rafael Kenski e Fabrício Miranda Muitas pessoas conseguem feitos dignos de super-heróis. Elas passam horas embaixo da água, agüentam extremos de temperatura, recebem pancadas sem sentir dor, estão em vários lugares ao mesmo tempo e podem receber injeções de químicos que nos destruiriam em segundos. Esse tipo de gente só tem uma diferença em relação a mim e a você: elas estão mortas. Não é por causa desse detalhe que eles vão ficar parados. Cadáveres participaram de inúmeros avanços científicos, desde novas técnicas médicas até equipamentos de segurança para carros. Na sua maneira quieta e silenciosa, salvaram milhões de vidas. As possibilidades que nos aguardam quando não pudermos mais nos mover são o tema do livro Stiff ("Rígido", inédito em português), da jornalista americana Mary Roach. A seguir, você verá quais são essas oportunidades. Desculpe-me por lembrar isso, mas um dia estaremos como eles. Temos então a chance de decidir agora como os superpoderes serão usados. Faça sua escolha. ...............................Salva-vidas Antes de decidir o que fazer com um corpo, é extremamente recomendável saber se ele está mesmo morto. Nem sempre é fácil. A morte é como um processo em que o organismo lentamente desliga seus órgãos. A técnica usada até meados do século passado para decretar o óbito era checar os batimentos cardíacos - se não desse para ouvir nada, era sinal de que o resto do corpo não recebia oxigênio e, portanto, já estava a caminho do necrotério. A situação se complicava em alguns casos de afogamento, derrame ou envenenamento, quando uma pessoa pode voltar à vida mesmo que o coração fique imperceptível por um tempo. Para não correr o risco, médicos do século 18 e 19 inventaram métodos um tanto bizarros para decidir se a pessoa estava morta, que envolviam torturas como cortar a sola dos pés, enfiar um lápis no nariz ou até puxar a língua do falecido por três horas seguidas (sabe-se lá por quê). Nenhuma dessas técnicas teve grande aceitação e a única prova definitiva de que a pessoa estava morta era quando o cadáver começava a apodrecer. Na Europa do fim do século 19, os corpos ficavam guardados em casas feitas especialmente para isso, mas, como ninguém voltou à vida nesses lugares, elas logo foram desativadas. As invenções das últimas décadas complicaram ainda mais o problema. Não só podemos salvar pessoas que tiveram paradas cardíacas graves como surgiram aparelhos capazes de fazer os órgãos funcionarem mesmo quando o cérebro não tem mais chance de recuperação. Surgiu então um novo critério para traçar o fim da vida: a morte encefálica. A pessoa está morta quando não passa nos testes que medem a atividade elétrica e a corrente sanguínea no cérebro. Esse novo diagnóstico abriu as portas para um enorme avanço na medicina: o transplante de órgãos e tecidos. A prática, a única cura para diversas doenças, é realizada mais de 10 mil vezes todo ano no Brasil e tende a crescer ainda mais. Os transplantes são uma forma bem sensata de transformar a morte em um benefício, especialmente quando vemos as outras tentativas ao longo da história. No século 16, o naturalista chinês Li Shih-chen descreveu uma receita árabe em que homens de 70 ou 80 anos, dispostos a ajudar os outros, passavam a comer só mel, ao ponto de morrer disso. Eram então trancados em um caixão cheio de mel e deixados lá durante um século. Ao serem retirados dali, o que sobrava virava um remédio para tratar feridas e membros quebrados. Outras formas de canibalismo medicinal não foram raras ao longo da história. Nos séculos 16 e 17, europeus usavam restos de pessoas mumificadas para tratar desde arranhões até vertigens. Os epiléticos de hoje devem agradecer por ter nascido no século 20: as receitas até então incluíam crânio de gente, coração humano seco, urina de garoto e, na época dos romanos, sangue fresco de gladiador. A única prática que restou do gênero foi a deglutição da própria placenta, hábito conservado por algumas mães até hoje. Algumas páginas na internet chegam a listar receitas de coquetéis, lasanhas e pizzas que usam placentas que, segundo dizem, ajudam a aliviar a depressão pós-parto. Mesmo que, depois de tantas idéias, você prefira ser cremado, até aí existem alternativas mais úteis e tecnológicas. A empresa sueca Promessa consegue transformar seu corpo em cinzas com uma técnica que, além de não soltar fumaça, ainda gera um material útil para a natureza. O método utiliza nitrogênio líquido para congelar o cadáver a dezenas de graus abaixo de zero. O corpo fica tão duro que, com um pouco de vibração, se transforma em um pó semelhante a cinza. A diferença é que, por não ter sido queimado, ele pode virar adubo para plantas. A idéia, segundo a página da empresa na internet, "é permitir o retorno ao ciclo ecológico da natureza". A vantagem, dizem eles, é que seu corpo é absorvido por uma árvore, que pode se transformar em um memorial seu. Ainda que você escolha ser enterrado, é bom saber que existem outras alternativas. Já que não decidimos o momento em que vamos morrer, ao menos podemos escolher o que acontecerá conosco depois. Fonte: Superinteressante, maio 2004, edição 200. Sexta-feira, Outubro 26, 2007
Hoje podemos dizer, com o coração em festa: Cora Vieira, brasileira, 50 anos, 2 filhos: RENASCIDA! Cora foi transplantada no ultimo dia 23 de outubro, na Clínica São Vicente. Graças à generosidade de uma família de Angra dos Reis, ela recebeu um fígado bom, inteiro e que já está funcionando a pleno vapor! Cora está ainda no CTI, mas melhorando a cada dia. Caminhamos a passos largos para sua recuperação. Falou-se em milagre, uma morte salvando uma vida. Na realidade, nada mais é do que amor ao próximo: por parte da família que fez a doação, dos médicos e suas equipes (incansáveis e competentíssimos), dos serviços envolvidos na captação e logistica, da família e dos amigos. Não imaginávamos que houvesse tanta gente boa neste mundo. Recebemos carinho, apoio e ajuda das mais diversas formas e pessoas, muitas que sequer conheciam a Cora. Não temos palavras para descrever a alegria, o alívio e a gratidão que estamos sentindo. Agradecemos emocionados a todos os que se interessaram, rezaram, divulgaram e se solidarizaram conosco, às equipes do Dr. Henrique Sérgio M. Coelho e Dr. Joaquim Ribeiro Filho e à família do doador. Sem eles, o “milagre” não teria acontecido. Quarta-feira, Outubro 17, 2007
16/10/2007 (22:20) Ao Vivo Mariana Mendes, do A Tarde On Line A falta de comunicação entre instituições resultou na perda das córneas de Wilson Souza da Silva, 42 anos, que foram doadas pela família, mas não puderam ser captadas pela equipe da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos da Bahia (CNCDO). Wilson morreu por volta das 5h desta segunda-feira, 15, após cerca de 10h internado. Dono da Barraca Biruta Tchê, na Praia de Stella Maris, levou um tiro nas costas, durante um assalto, na noite deste domingo. De acordo com o sub-coordenador do CNCDO, Rogério Obregon Mattos, quando a equipe médica chegou ao Hospital Aeroporto, na Estrada do Coco, o corpo já havia sido removido pelo Instituto Médico Legal de Salvador (IML). Após a notícia, a equipe de captação de órgãos seguiu para o IML, mas chegou antes do corpo de Wilson. Ainda assim, os médicos ficaram à espera, mas quando o corpo chegou não estava acompanhado de familiares que pudessem assinar a autorização de doação. Mattos explica que só a doação só pode ser realizada mediante a assinatura do documento. A equipe tentou entrar em contato com a família do doador, mas só obteve resposta 10 horas após o óbito. De acordo com médico, a captação de córneas só pode ser realizada até 6 horas após a morte do doador. “Este tipo de perda de órgão acontece devido à falta de atuação de uma comissão de transplante de órgãos”, diz a presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia, Márcia Chaves. Ela afirma que se antes do óbito uma comissão tivesse tomado as devidas providências para ser realizada a doação, não teria ocorrido a perda. A fila de pacientes que esperam por doação de córneas na Bahia é de aproximadamente 600 pessoas. Márcia lembra que a portaria 1.752 do Ministério da Saúde determina a criação de comissões de transplante de órgãos em todo hospital com mais de 80 leitos. Com apenas 45 leitos, o Hospital Aeroporto não se enquadsra à norma. Na Bahia existem apenas 17 comissões em funcionamento. O reduzido número de doações no Estado se explica, segundo Márcia, pela falta de atuação efetiva dessas comissões, que deveriam “abordar” adequadamente a família dos pacientes e explicar o processo de doação de órgãos. Ela conta, que muitas vezes as famílias permitem a doação dos órgãos em um momento que estão emocionalmente abalados, e em alguns casos, após realizada a doação e o transplante, a família quer manter contato com o transplantado como forma de confortar a perda do familiar. Por essa razão a identidade do transplantado não pode ser divulgada. “A doação de órgão é voluntária e deve ser consciente. Por isso que ressalto a importância da atuação das comissões junto à equipe médica que esta atendendo o paciente/doador, e a família. A sociedade tem quer ter uma conscientização da importância da doação de órgãos”, completa Domingo, Outubro 14, 2007
BLUMENAU - Santa Isabel chega ao 100º transplante de fígado - Data: 27/10/2006 O Hospital Santa Isabel atingiu a marca de 100 transplantes de fígado no sábado, dia 21, com o procedimento efetuado entre as 10h e as 13h. A informação é do Ambulatório de Transplantes do hospital, que acompanha a situação de todos os pacientes. O 100º transplante beneficiou Marcos Antônio Liberato, de 28 anos, morador de Criciúma. O fígado foi doado em Florianópolis. O número alcançado pela Equipe Interdisciplinar do Santa Isabel corresponde ao total de Santa Catarina, já que o hospital sempre foi o único do estado com autorização para transplantes hepáticos. Os cirugiões Nelson Gonçalves, Mauro Igreja e Júlio Wiedecker foram responsáveis pelo procedimento, acompanhados pelo serviço de Anestesiologia. O Dr. Marcelo Nogara avalia o quadro clínico do paciente, que se mantém estável. "A evolução foi muito rápida e em três dias Marcos já deixou a UTI", conta o gastroenterologista. .Como em todos os transplantes, o paciente conta com o apoio de psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos, fisioterapeutas e nutricionistas da equipe do Santa Isabel. 13/10/2007 (10:58) | Ao Vivo Agencia Estado UMA BOA GESTÃO TRAZ BONS RESULTADOS Recentes estudos apontaram a queda progressiva registrada nos últimos três anos em doações de órgãos e tecidos no Brasil, mas o trabalho de captação tem sido desenvolvido com sucesso relativo em alguns Estados. Uma prova disso é São Paulo, onde o transplante de córneas caminha para a auto-suficiência. De acordo com dados da Central de Transplantes do Estado, existem, hoje, exatas 2.255 pessoas na lista de espera pela córnea no Estado, sendo que neste ano, até início de outubro, já foram realizados 3.714 transplantes do tecido. O banco de olhos de Tatuapé trabalhava sob a coordenação de equipes de oftalmologia de Sorocaba, referência nacional no transplante de córneas. O lugar havia sido fechado este ano após denúncias do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) ao Ministério Público sobre coleta indiscriminada do tecido no banco de olhos de Sorocaba, o maior do País. Com isso, houve uma redução do ritmo de crescimento dos transplantes no Estado, que em mesmo período (janeiro a outubro) do ano passado havia registrado 4.175 intervenções do tipo. "A denúncia atrapalhou, até porque muita gente depois passou a recusar autorização para a coleta de córneas", conta o médico Elcio Sato, coordenador do departamento de transplantes de tecidos da sociedade médica Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). "Esperamos atender às mais de 2.200 pessoas da lista de espera em até quatro meses", conta. Se nenhum outro percalço ocorrer, a auto-suficiência completa seria possível em no máximo um ano. Captação ativa A busca ativa pela córnea em Sorocaba, tanto na conscientização das famílias quanto nas técnicas para obter o tecido, fizeram do banco de olhos local uma referência. Razão pela qual, em todo o Estado de São Paulo, foi adotada a mesma metodologia, com bons resultados. O índice de descartes de córnea em São Paulo, embora aparentemente alto (cerca de 50% do que é coletado não é utilizado, por diversos motivos, segundo dados da ABTO), é equivalente aos obtidos nos Estados Unidos, vanguarda mundial na busca por córneas. O país também é paradigma para São Paulo em relação ao seu banco de olhos. "Quando atingirmos a auto-suficiência, o caminho natural é o envio da córnea para outros Estados mais necessitados", explica Pereira. Apesar de contar com o peso de ter a maior lista de esperas do País, São Paulo ainda é considerado um dos Estados com o melhor trabalho de captação e de transplantes do País. Com um porcentual de quase 10 doadores por milhão (próximo do dobro do índice nacional de 5,4 por milhão), São Paulo é responsável por mais de 40% das operações realizadas no Brasil. "Além de São Paulo, também é notável o trabalho desenvolvido em Santa Catarina", aponta Abrahão Salomão Filho, coordenador do o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), órgão ligado ao Ministério da Saúde responsável pela política de doação e transplante no País. De fato, o Estado no Sul do País possui a melhor média de doadores do Brasil: 12,59 por milhão. Campanha negativa A divulgação de notícias negativas na imprensa é apontada por especialistas e por membros das comissões de órgãos como responsável por algumas quedas nas doações e na confiança da população. Isso ficou mais claro no caso das córneas em São Paulo. Depois de surgir a informação de que as córneas coletadas em Sorocaba, por haver uma captação muito além da necessidade da região, seriam jogadas fora, muitas pessoas passaram a permitir doação de todos os órgãos, exceto as córneas. "Freqüentemente e-mails com essa denúncia são veiculados. É uma mentira, não há desperdício de córnea", afirma Luiz Pereira. Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Cremerj realiza fórum sobre transplantes nesta sexta-feira Plantão | Publicada em 03/10/2007 às 13h30m O Globo RIO-O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) realiza sexta-feira, dia 5 de outubro, um fórum de debate sobre transplantes, na sua sede, em Botafogo. O objetivo é mostrar todas as vertentes do grave problema de transplantes no Rio. Estão confirmadas as presenças do diretor do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Abraão Filho; do representante do Tribunal de Contas da União (TCU) Márcio Pacheco; da presidente do Rio-Transplante, Ellen Elizabeth Macedo Barroso; da diretora do Hospital Geral de Bonsucesso (HGB), Sandra da Silva Filho; e de diversas ONGs, pacientes que estão na fila de espera e médicos transplantadores. O evento, organizado pelo coordenador do Grupo de Trabalho sobre Transplantes do Cremerj, Pablo Vazquez, vai de 9h às 17h. Quarta-feira, Outubro 03, 2007
Assunto: Saiu no Informe da OAB Data: Qua, Outubro 3, 2007 6:51 pm -------------------------------------------------------------------- Na TV: doação de órgão é tema do Direito em Debate desta quinta O programa Direito em Debate desta semana vai tratar da polêmica em torno da questão da doação de órgãos. Os convidados serão o médico Joaquim Ribeiro, ex-coordenador do programa Rio Transplante; Regina Vieira, que tem uma irmã aguardando um transplante de fígado; e a conselheira da OAB/RJ Helen Rose Aida Aiex, presidente da Comissão de Bioética e Biodireito da Seccional. O Direito em Debate vai ao ar ao vivo às quintas-feiras, das 22h30 às 23h30, pela TVE, em rede nacional. -------------------------------------------------------------------------------- Segunda-feira, Outubro 01, 2007
E-MAIL que está circulando entre os amigos e já foi publicado no blog do Silvano Vilela - PRAZER EM FAZER BLOG E SAUDE Visite Um grupo de amigos de Cora Vieira, cuja vida depende de um transplante de fígado, pede a sua ajuda para chamar a atenção da mídia para a importância da captação de órgãos (sem o que a doação não se concretiza) e pedir aos órgãos públicos uma gestão mais ágil e eficiente do sistema. Cora está na fila de espera de um órgão desde 2005. É portadora de uma doença grave e rara chamada Cirrose Biliar Primária, que reapareceu depois de 8 anos do primeiro transplante. Além de um cansaço extremo e icterícia, tem problemas nos sistemas digestivo e circulatório, ascite (água na barriga), varizes do esôfago (veias que estouram e causam hemorragias internas), encefalopatia hepática e, por estar muito magra, sem gordura e músculos, desenvolveu uma hérnia de disco. Vivia do seu trabalho como psicanalista, precisou parar de trabalhar em abril/07 porque os sintomas físicos foram se avolumando. Cora está muito debilitada e pode morrer se a situação da fila de espera por órgãos para transplante, sob a responsabilidade da Central de Transplantes do Estado do Rio, não melhorar nos próximos 60/90 dias, tanto na quantidade de doações quanto na eficiência das captações. Apesar da doação de órgãos não ser ainda uma prática habitual na nossa sociedade, fica claro que há também um problema na captação e coordenação do sistema, a cargo da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. Vários já morreram na fila e outros tantos, poderão perder a vida se o Governo do Estado do Rio de Janeiro não tomar providências urgentes para retomar o ritmo das cirurgias e fazer avançar fila de espera. No último semestre de 2006, o índice de transplantes no Estado foi de 10 cirurgias/milhão de habitantes. De fevereiro a maio de 2007, apenas 16 transplantes de fígado foram realizados no Estado, diminuindo o índice para 4 cirurgias/milhão de habitantes. Em julho de 2007, a família de uma mulher que teve morte cerebral na Clínica São Vicente levou 3 dias para conseguir doar seus órgãos. AJUDE Ø ENVIANDO O MAIOR NUMERO POSSÍVEL DE E-MAILS PARA QUE ESTAS INFORMAÇÕES ENTREM NA PAUTA DA MÍDIA (algumas sugestões - basta copiar e colar): cartas@oglobo.com.br; ancelmo@oglobo.com.br; cartas@jb.com.br; cartas@odia.com.br; cartas@extra.inf.br; veja@abril.com.br; cartas@istoe.com.br; epoca@edglobo.com.br Ø REPASSANDO ESTA MENSAGEM PARA SUA LISTA DE AMIGOS Ø PEDINDO AJUDA AOS AMIGOS QUE PUDEREM INTERCEDER JUNTO AO PODER PÚBLICO Se precisar de mais esclarecimentos, entre em contato com através e-mail: amigoscora@gmail.com. ou acesse www.corinha.blogger.com.br Na realidade, ajudando a Cora, voces estarão ajudando outras centenas de pessoas na mesma situação. Nós, filhos, família e amigos da Cora agradecemos desde já a sua solidariedade Sábado, Setembro 29, 2007
VIDEOS SOBRE DOAÇÃO VT O seu sonho. Doação de Órgãos Vídeo da Campanha sobre doação de órgãos vencedora do concurso do IESP: Veja Nova técnica aumenta o número de doações de órgãos (28/09/2007) Jornal Nacional - Retirada de órgãos de doadores com parada cardíaca e não apenas com morte cerebral faz aumentar as esperanças de quem precisa de transplantes. Solução de nutrientes preserva células para a doação: Veja Sexta-feira, Setembro 28, 2007
A Portaria do Subsecretário de Saúde que determinava a suspensão da equipe do Dr. Joaquim Ribeiro foi suspensa por liminar em 26 de setembro. A seguir o documento: ESTADO DO RIO DE JANEIRO - PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA - COMARCA DA CAPITAL CARTÓRIO DA 3ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA Av. Erasmo Braga, 115 / 108 D - Rio de Janeiro - R.J. Processo: 2007.001. 163501-3 Ação Anulatória C/C Indenizatória Autor: JOAQUIM RIBEIRO FILHO Réu: ESTADO DO RIO DE JANEIRO D E C I S Ã O Trata-se de pedido de concessão de antecipação dos efeitos da tutela visando à declaração de nulidade da suspensão cautelar da autorização do autor e de sua equipe para realização de retiradas e transplantes de fígado, com o imediato restabelecimento do autor e sua equipe às funções antes ocupadas. Do que consta nos autos. constata-se que a parte autora foi privada de sua defesa em sede administrativa, tendo, inclusive, que recorrer ao Judiciário impetrando mandado de segurança para obter informações sobre o conteúdo do processo administrativo. Diante os documentos acostados, verifica-se que não há nenhuma condenação ou qualquer conclusão de que o autor tenha cometido algum ato ilícito. Observando-se, em breve análise, que existe uma determinação judicial que foi cumprida pelo autor e deu azo a Portaria, objeto da lide. A questão da nulidade da Portaria deverá ser apreciada durante o trâmite do feito, uma vez que requer dilação probatório, inexistindo fumus boni iures. A precariedade do sistema de saúde no Estado é pública e notória, não se podendo permitir o afastamento de agentes com tamanha responsabilidade como o autor que é um dos poucos médicos que realizam transplantes de fígado em hospitais públicos. sem o devido processo legal, sob pena de privar os pacientes que aguardam um transplante. Desta forma, merece antecipação da tutela parcial, pois os integrantes da equipe do autor não fazem parte do pólo ativo da demanda. Isto posto, concedo parcialmente a antecipação de tutela para determinar que a ré o imediato restabelecimento do autor a função antes ocupada, sob pena de não o fazendo incidir em multa diária no importe de R$ 500,00 (quinhentos reais). Outrossim. informe o autor se haverá inclusão dos demais médicos no pólo ativo, após o que será reavaliada a extensão da presente antecipação da tutela. Cite-se e intime-se. Rio de Janeiro, 26/09/2007 Simone Lopes da Costa - Juiz em exercício CRONOLOGIA DOS FATOS, resumida no site da ONG AMIGOS DO TRANSPLANTE Sexta feira - 21/09 No mês em que a Secretaria de Saúde do Est. do Rio de Janeiro lança a campanha de Doação de Órgãos, na contra mão Secretário de Saúde suspende Transplante de Fígado no HUCFF Domingo - 23/09 - 19hs Numa atitude arbitrária, sem precedentes, paciente do HUCFF é chamado para transplante no HGB. Obviamente, não aceita. Solicitamos à Direção Geral do HUCFF, providências urgentes. Segunda feira - 24/09 - o9:hs Nossa ONG prepara judicialmente defesa de nossos pacientes, além de enviar ofícios ao Ministério da Saúde, OAB, CREMERJ e Direção Geral do HUCFF. Terça feira - 25/07 - Outro desmando: Secretaria de Saúde nega às partes interessadas, acesso ao processo administrativo que apura as "possíveis" irregularidades. Para consegui-lo, entrou-se com Mandado Judicial. Quarta feira - 26/09 De posse do processo, averiguou-se que o mesmo é infundado, arbitrário, sem nenhum suporte jurídico e comprovadamente político.A acusação, é de que o dr. Joaquim Ribeiro desviou um órgão queseria para paciente do HUCFF e o usou em outro paciente da rede privada. O dr. Joaquim então, entrou com outro Mandado Judicial para cassar a portaria da Secretaria de Saúde e reverter essa esdrúxula situação. A AÇÃO ANULATÓRIA para que suspenda-se a punição, arbitrária segundo o Judiciário, foi expedida às 15:30hs pela juíza da 3ª Vara. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ 27/09/2007 - 18h03 - O PORTAL DE NOTÍCIAS DA GLOBO - ALUIZIO FREIRE Ex-coordenador do Rio Transplante rebate acusações: Médico Joaquim Ribeiro diz que é perseguido por denunciar fracasso do programa.Para ele, aumentou o número de mortalidade na fila. O médico Joaquim Ribeiro, afastado da coordenação de transplante de fígado do Hospital Universitário Clementino Fraga , na Ilha do Fundão, no subúrbio do Rio de Janeiro, sob a acusação de ter desviado órgão para uma clínica particular, negou as acusações e disse que cumpriu uma determinação judicial. Segundo o médico, a liberação de Brasília para o procedimento de transporte de um fígado de um doador de Belo Horizonte, em Minas Gerais, só chegaria ao Rio 14 horas depois do pedido. “O fígado seria jogado no lixo. Mas, como havia um paciente aguardando uma doação, em uma clínica particular, fiz o comunicado e a família providenciou os recursos para a transferência. Tudo de forma legal”, explicou. Joaquim Ribeiro alega ainda que está sendo vítima de uma perseguição. “Desde que passei a denunciar a incompetência dos responsáveis pelo programa de transplante no estado do Rio, que está sendo destruído, passei a sofrer esse tipo de retaliação”, defende-se. De acordo com o médico, durante sua gestão à frente da coordenação do Rio Transplante, até janeiro, eram feitas entre 12 e 13 transplantes por mês. “De fevereiro para cá, estão fazendo de dois a três. Em setembro foi feito apenas um no Hospital do Fundão e outro no Hospital Geral de Bonsucesso”, disse. No início de julho, Joaquim Ribeiro denunciou uma drástica redução no número de transplantes de fígado feitos no Rio. Ele responsabilizou a Secretaria Estadual de Saúde pela falta de profissionais capacitados para continuar o projeto. "A secretaria não dá apoio necessário ao Rio Transplante. Os doentes estão sendo transportados em um Santana velho", disse, à época."Alguns funcionários saíram e não foram substituídos. Bolsas para capacitação de médicos não estão sendo pagas há quatro meses", acrescentou. O caos no sistema estaria provocando muitas mortes. "O número de mortes nas filas aumentou. Crianças, jovens, pais de família estão morrendo. O governo tem de exigir que a Secretaria de Saúde faça com que o Rio Transplante volte a funcionar", disse. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Médico-chefe é suspeito de desviar fígado para particular: Órgão seria para atender fila de transplante de hospital universitário. Investigações indicam que órgão teria ido para um paciente da Zona Sul do Rio. O coordenador técnico da unidade de transplante de fígado do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, subúrbio do Rio, médico Joaquim Ribeiro, foi afastado cautelarmente por 60 dias sob suspeita de ter desviado um órgão humano para um paciente de uma clínica particular. O médico Joaquim Ribeiro se defendeu das acusações, disse que não tinha alternativa, caso contrário perderia a doação, e acrescentou que está sendo perseguido porque vem denunciando a falência do Rio Transplante. A denúncia surgiu a partir de uma representação do Ministério Público Federal (MPF).O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, nomeou uma comissão de sindicância para investigar o caso. O afastamento do médico foi confirmado pelo diretor-geral do Hospital do Fundão, Alexandre Pinto Cardoso, nesta quinta-feira (27). Segundo a denúncia do MPF, Joaquim estaria negociando com a Comissão Nacional de Transplante, em Brasília, o transporte de um fígado oferecido por um doador de Minas Gerais para atender um paciente da fila do hospital. Um tempo depois, ele teria recusado o transporte oficial, alegando que dispunha de meios próprios – contrariando as regras determinadas pelo Ministério da Saúde. “Ele teria dito que conseguira um jato para fazer o transporte, já que o atendimento por Brasília não chegaria em tempo hábil. Nós não tomamos conhecimento disso”, disse o diretor Alexandre Pinto Cardoso. O paciente beneficiado com a doação seria da Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio, segundo as investigações que começaram em agosto. Joaquim Ribeiro foi afastado na última quinta-feira. Procurada pelo G1, a assessoria da Clínica São Vicente informou que está apurando as informações sobre o caso. Segunda-feira, Setembro 24, 2007
SUSPENSÃO ARBITRÁRIA DENUNCIAS DA ONG AMIGOS DO TRANSPLANTE Hoje, domingo, 23/09/07 - 18:hs, está havendo uma captação de órgãos na cidade de Brasília. O primeiro paciente da fila de espera que é do HUCFF, foi chamado. Uma ligação telefônica do Dr. Lucio Pacheco, cirurgião do HGB, pediu para o mesmo comparecer ao Hospital Geral de Bonsucesso e fazer o transplante. Obviamente o paciente não aceitou a oferta e com isso perdeu seu transplante. Circunstancialmente poderá vir a óbito. Essa situação esdrúxula, criada pela atitude inconseqüente do Secretário de Saúde do Est. do Rio de Janeiro, dr (?) Sérgio Côrtez, leva nossa organização à perplexidade. Tomaremos todas as medidas legais cabíveis, em nome dos pacientes que estão sendo prejudicados (estamos falando de vidas humanas), acionando cívil e criminalmente o responsável direto pela situação. O maior dos absurdos, é que a Secretaria de Saúde não oficiou legalmente o HUCFF, limitando-se a avisar verbalmente o vice diretor do hospital, professor Ângelo Maiolino, de que estava apurando possível irregularidade no setor de transplantes do HUCFF. Se porventura irregularidades existirem, que punam-se os responsáveis; sejam eles quem forem; nunca os pacientes. Solicitamos à Direção Geral do HUCFF que se posicione com urgência sobre o fato. Quinta-feira, Setembro 20, 2007
________________________________________________________________________________________________________________________________________ CARTA DA CORA À IMPRENSA Meu nome é Cora Vieira, tenho 50 anos, 2 filhos jovens e minha vida depende de um transplante de fígado. Desde 2005, estou na fila de espera de um órgão para o meu segundo transplante hepático. Sou portadora de uma doença grave e rara chamada Cirrose Biliar Primária, que reapareceu depois de 8 anos do primeiro transplante. Além de um cansaço extremo e icterícia, tenho problemas no sistema digestivo (diarréias, enjôos e vômitos), hemorróidas, ascite (água na barriga), varizes do esôfago (veias que estouram e causam hemorragias internas) e, agora por estar muito magra, sem gordura e músculos, desenvolvi uma hérnia de disco. Vivia do meu trabalho como psicanalista, mas desde abril/07, precisei parar de trabalhar porque os sintomas físicos foram se avolumando. Tenho sobrevivido, física e emocionalmente, graças à ajuda de parentes e amigos generosos, Gostaria de pedir ajuda à mídia para mostrar a importância da doação e captação de órgãos para transplante. A série de reportagens do Jornal Nacional, com pessoas que já passaram por este procedimento, mostra bem o milagre que é o transplante para o portador de uma doença grave como a minha. Entretanto, seria bom, embora parecesse meio “chocante”, mostrar quem está doente, à espera de um órgão. Isto mobilizaria a população e motivaria a administração pública a agir com eficiência na notificação, captação e retirada dos órgãos, o que no caso do Estado do Rio depende da Secretaria Estadual de Saúde. É importante conscientizar sobre a doação, mas também é preciso estar preparado para captar o órgão! Coloco-me à disposição para dar qualquer entrevista ou informação necessária e desde já agradeço sua possível ajuda. Cora Vieira Quarta-feira, Setembro 19, 2007
NOTICIAS EM GERAL Este artigo na revista DESAFIOS do IPEA é bem interessante: Texto __________________________________________________________________________________________________________________________________ Déborah Pimentel - Médica e Psicanalista - 30-07-2007 11:48 Com os primeiros transplantes parecia que o mito da imortalidade havia se tornado realidade. A prática, aos poucos, tornou-se corriqueira e bem sucedida, principalmente, com o conhecimento dos mecanismos de rejeição e o desenvolvimento de drogas imunossupressoras. Em setembro, o Brasil comemorará a Semana Nacional do Doador de Órgãos com uma campanha que visa conscientizar e sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. O programa de transplantes, no país, tem se destacado pelo crescente número de equipes cadastradas pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde e, por conseguinte, pelo grande número de transplantes realizados, a exemplo dos transplantes renais, no qual o Brasil é o segundo país, em números absolutos, a realizar o procedimento, só perdendo para os Estados Unidos. Os transplantes têm um alto custo financeiro, pois exigem uma logística especial de transporte de equipe e órgãos, procedimentos médicos de alta tecnologia e medicações pós-cirúrgicas que serão consumidas a vida inteira pelo paciente para evitar a rejeição dos órgãos. O Sistema Público de Saúde financia mais de 95% dos transplantes, inclusive as medicações imunossupressoras para todos os pacientes. A melhor forma de alguém se transformar em doador é comunicar o seu desejo à família e, em situações extremas, todos irão respeitar aquele último desejo. A captação de órgãos só é feita com a autorização do cônjuge ou parentes de até segundo grau, respeitando a linha de sucessão. O Código de Ética Médica também reza, nos seus artigos 73 a 75, que quando se tratar de doador vivo, o médico é obrigado a esclarecer ao doador e ao receptor ou responsável legal, os riscos de exames, cirurgias e outros procedimentos que sejam necessários. É vedado ao médico retirar órgão de doador vivo quando interdito ou incapaz, mesmo com autorização de seu responsável legal. Ao profissional de saúde, é vedado participar direta ou indiretamente da comercialização de órgãos ou tecidos humanos. A maneira mais eficaz de se restringir o comércio ilegal de órgãos de doador vivo é limitar sua prática a parentes próximos e mediante autorização judicial, o que já é feito no nosso país. Os doadores devem ter menos de 65 anos de idade para garantir ao receptor a qualidade do órgão. São critérios de exclusão ser portador de infecções generalizadas e doenças como hepatite, Aids, citomegalovírus, toxoplasmose e Doença de Chagas. O processo que antecede o transplante é complexo. Existe uma portaria do Conselho Federal de Medicina nº 1.480 de 8 de agosto de 1997 que atribui ao médico assistente a obrigatoriedade de notificar ao diretor técnico do hospital quando houver um paciente com morte encefálica. O hospital, por sua vez, informa a CNCDO quando há casos de pacientes com morte encefálica. A partir daí, dois médicos, um deles neurologista, com intervalos de seis horas entre os exames, procederão com todas as rotinas diagnósticas que comprovam a ausência de atividades elétricas ou de fluxo sanguíneo cerebral. Uma vez constatada a morte encefálica, a família, abordada por uma equipe especialmente treinada para isso, poderá ou não autorizar a doação. Talvez aí esteja o maior entrave, pois as famílias, muitas vezes, por desconhecimento e receios, naturalmente compreensíveis, temem que o seu ente querido ainda esteja vivo e tenha a sua morte declarada apenas para atender interesses escusos de terceiros. Daí a importância de pessoas treinadas e habilidosas em momento tão difícil, para comunicar a morte e solicitar autorização para a doação. Importante lembrar que o Ministério da Saúde determinou através da portaria nº 1.752 que todos os hospitais com mais de 80 leitos devem ter uma comissão intra-hospitalar para doação de órgãos e tecidos. Bobagem frisar que a portaria é inócua e ineficaz, pois o hospital, muitas vezes, libera a família antes de comunicar o óbito à central, em uma falta de respeito a outros cidadãos carentes de chances de sobreviver e que precisam de solidariedade e conforto, que pode vir sob a forma de um órgão novo que lhes resgate a esperança de viver. Para garantir a lisura do processo e os seus aspectos éticos, o médico assistente do paciente e aquele que fez parte da equipe de diagnóstico de morte encefálica, não podem fazer parte da equipe de captação do órgão doado, e se o médico faz parte da equipe de transplante, não poderá participar da decisão de suspensão dos meios artificiais de prolongamento da vida do possível doador, conforme o artigo 72 do Código de Ética Médica. A CNCDO tem uma fila única de espera por doadores, centralizada nas Secretarias Estaduais de Saúde. Com a decisão positiva da família, serão comparados os dados do doador com os dos receptores prováveis, levando em conta, principalmente, a gravidade, o tipo sanguíneo e o tempo de espera. É preciso conscientizar lado a lado. Os médicos, da importância da notificação. A família, sobre o sentimento de solidariedade. Em depoimento à Revista Isto É, em 2003, Kuka Fromer, irmã do músico Marcelo Fromer, dos Titãs, lembra, com horror, a burocracia da doação em momento de grande fragilidade familiar mediante a inexorável dor da perda, entretanto, tornou-se, para ela e toda a sua família, extremamente gratificante saber que tanta gente pôde ser beneficiada por aquele gesto, pois todos os órgãos do músico foram doados e Marcelo, desse modo, continua vivendo através de vários receptores. Sejamos generosos, conscienciosos e solidários. Vamos dizer sim à doação! Cabe ao Governo, entretanto, não ignorar as necessidades dos milhares de cidadãos em filas infindáveis, realizar grandes campanhas de divulgação junto a classe médica e a população e reestruturar o sistema de saúde, uma vez que é ele, o maior financiador da saúde e responsável principal pelos transplantes realizados no Brasil. OUTRAS INFORMAÇÕES Politicos ligados à questão (além dos obvios) deputado federal Fernando Coruja (PPS-SC) - vide legislação senador Osmar Dias - vide legislação AÇÕES já realizadas - IMPRENSA E DENUNCIAS Este é o texto que enviei a vários jornalistas, blogs,etc. no mês de junho: Os grandes desafios do nosso tempo nos transformam em alquimistas do século XXI. Trata-se de transformar MORTE em VIDA, recuperando áreas poluídas e devastadas, resgatando a cidadania de populações e grupos sociais alijados pela diferença e também viabilizando a doação e o transplante de orgãos para aqueles cujas vidas dependem disso. Parece tão ou mais dificil do que transmutar metal em ouro: depende de desprendimento, compaixão, solidariedade e também empenho e eficiência da máquina pública. Falando de uma situação específica – os transplantes hepáticos, para exemplificar um problema macro: Entre 15 de julho de 2006 e 25 de janeiro de 2007, o número transplantes hepáticos no Estado do Rio de Janeiro alcançou a marca histórica de 54 cirurgias. No ultimo semestre de 2006, o índice de transplantes no Estado foi de 10 cirurgias para cada 1 milhão de habitante. Este resultado está muito acima da média brasileira, aproximando-se dos melhores centros mundiais (por ex. Canadá: 14 cirurgias por milhão de habitantes). A expectativa para o ano de 2007 era de que fossem realizados de 80 a 100 transplantes de fígado, o que significaria uma redução de 25 a 30% por ano na fila de espera pelo órgão. Em janeiro de 2007, 14 pessoas foram transplantadas. Entretanto, de fevereiro a maio de 2007, apenas 16 transplantes de fígado foram realizados no Estado, baixando o índice para 4 cirurgias/milhão de habitante. Apesar da doação de órgãos não ser ainda uma prática habitual na nossa sociedade, fica claro que há um problema na captação e coordenação do sistema, a cargo da RIO TRANSPLANTE – Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. O que está acontecendo? Que providências o Governo do Estado do Rio de Janeiro está tomando para retomar o ritmo das cirurgias e fazer avançar fila de pacientes à espera de transplantes? Permito-me invadir o seu espaço para divulgar esta situação e procurar apoio, ajuda para reverter a triste situação atual e recuperar os excelentes resultados da RIO TRANSPLANTE, instituição que já esteve entre as mais eficientes do país. _______________________________________________________________________________________________________________________________________ Oficio entregue ao Secretário Sérgio Cortes atraves do deputado federal Edson Santos Organização da Sociedade Civil - Fundada em 2002 – Cnpj: 05.959.909/0001-95 – Rcpj/RJ: 202.244 Rio de Janeiro, 12 / junho / 2007 Ao Sr. Secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro - Dr. Sérgio Côrtez Sendo este o terceiro ofício enviado a Vv.Ss. sobre praticamente o mesmo assunto, solicitamos, mais uma vez, providências de sua administração quanto ao Rio Transplante. Relembrando: o 1º ofício foi enviado em março/2007 (cópia em anexo), quando, após a demissão do antigo coordenador, Dr. Joaquim Ribeiro Filho, em 31/janeiro/2007, ficamos mais de trinta dias sem comando efetivo dentro do Rio Transplante. Após a nomeação do Dr. Walter Labanca, aguardamos mais ou menos 30 dias para lhe enviar o 2º ofício, alertando para a queda brusca nas captações de órgãos (além de trocas de e-mails com a Dra. Kátia Motta). Sem maiores delongas, vamos ao que se nos interessa: TRANSPLANTES DE FÍGADO – ESTADO DO RIO DE JANEIRO Entre 1999 e 2002 4 cirurgias/milhão de habitantes Entre 2003 e 2006 aumento para 6 a 7 cirurgias/milhão de habitantes Ultimo semestre 2006 aumento para 10 cirurgias/milhão de habitantes Ultimo trimestre 2007 queda para 4 cirurgias/milhão de habitantes Janeiro 2007 14 transplantes (mesmo ritmo do ultimo semestre de 2006) Fevereiro 2007 05 transplantes Março 2007 02 transplantes Abril 2007 07 transplantes Maio 2007 02 transplantes Junho 2007 01 transplante (até o dia 11) Estes números específicos dos transplantes de fígado exemplificam um problema macro e atestam claramente a inoperância da atual administração do Rio Transplante, agravada pela inacreditável medida de desativação da formação continuada dos coordenadores Intra Hospitalares. Ontem, dia 11/06, o Dr. Walter Labanca deixou a Coordenação do Rio Transplante e em seu lugar, parece-nos, assume a Dra. Ellen, que o secundava na administração. Todos esses fatos, ilustre Secretário, acarretaram um aumento de mortalidade na fila de pacientes à espera de um órgão. Entenda-se ainda que tudo isso aconteceu não apenas sob a responsabilidade do Dr. Walter Labanca: a Dra. Ellen também lá estava. Durante uma reunião em seu gabinete, uma repórter do Jornal O Globo teria lhe perguntado se não era hora de se fazer uma campanha para doação de órgãos. O Sr. teria respondido: “Não, ainda não é hora. Necessitamos primeiro reestruturar o Rio Transplante”. (Fato que nos foi relatado pela própria repórter) Agora a Amigos do Transplante lhe pergunta: quando é que o Sr. vai conseguir reestruturar o Rio Transplante? Na realidade, os números mostram que ele estava muito bem estruturado, com excelentes resultados quantitativos e qualitativos. Mexeu por quê? Dr. Sérgio, somos uma Organização onde toda a Diretoria é composta por Transplantados e falamos em nome das cerca de 7.000 pessoas aguardando um transplante que salve suas vidas, em todo o Estado do Rio de Janeiro (mais de 1.260 pacientes à espera de um fígado). Com este respaldo, julgamos ter o direito de ajudar, cobrar e criticar as políticas de captação e doação de órgãos em nosso Estado e contamos com a sua capacidade e solidariedade para reverter este retrocesso nos resultados de uma instituição que já esteve entre as mais eficientes do país. Torcemos muito para que a sua Secretaria encontre uma solução urgente para o problema que o senhor mesmo criou no Rio Transplante, e colocamo-nos ao seu dispor para colaborar. Atenciosamente Amigos do Transplante - Pres: Oswaldo L P Souza SITUAÇÃO RIO TRANSPLANTE hoje CENTRAL DE TRANSPLANTE DO RIO DE JANEIRO Dra. Ellen Barroso - Coordenadora A Central mudou de endereço há 1 mês (saiu do Pedro Ernesto e foi para o IASERJ), mas os novos telefones não foram ainda divulgados. No proprio site da Secretaria de Saude, os dados ainda não foram modificados. Veja o link Eu testei em 20/09 os numeros no site e ninguém atende!!! O site só foi atualizado no dia 24/09. A Central funcinou com apenas 2 telefones durante 30 dias. Foram extintas (ou "esvaziadas) as coordenações intra hospitalares que faziam, remuneradas por bolsas, a educação continuada dos funcionários e da comunidade de cada unidade. Agora são os funcionários do Rio Transplante que estão encarregados de fazer a checagem das possibilidades de captação, pessoalmente ou por telefone. Inviável, pois são 80 unidades espalhadas no Estado. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ Campanha pretende aumentar doações de órgãos no Rio - Agência JB – 14/09/07 RIO - A campanha publicitária pela doação de órgãos lançada na última quinta-feira, no Palácio Guanabara, pelo governador Sergio Cabral, marca uma nova etapa na política de transplantes do estado, que começou com a reestruturação da Central de Transplantes do Rio de Janeiro (ex-Rio Transplante). Um grupo multidisciplinar atuará como um pólo de capacitação e referência para as comissões intra-hospitalares, prestando esclarecimentos sobre a confirmação e a notificação de morte encefálica. Segundo a coordenadora da Central de Transplantes do Rio de Janeiro, Ellen Barroso, um grupo que será formado por médico, enfermeiro, assistente social e psicólogo, a partir de outubro, visitará cada um dos hospitais municipais, estaduais e federais, estabelecendo contato com as comissões de saúde. - Essas comissões são as responsáveis pelas notificações de casos de morte encefálica, o primeiro passo para a captação e a doação de órgãos. Mesmo depois que o coração pára de bater, ainda podem ser doados ossos, córneas, válvulas cardíacas e pele. Queremos, inclusive, começar a fazer transplantes de pele, o que ainda não ocorre no Estado do Rio – disse Ellen. Neste campo, o investimento em pesquisa é fundamental. Para isso, a Central conta com o apoio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Faperj, que estão destinando R$ 1,5 milhão à compra de equipamentos para pesquisas na área. O edital para a seleção dos projetos já foi lançado, e o resultado sairá no início de outubro. O objetivo maior destas iniciativas é aumentar o número de transplantes realizados no Rio de Janeiro, que ainda é muito pequeno na comparação com outros estados. Em 2006, por exemplo, enquanto São Paulo realizou 6.433 cirurgias do gênero, o Estado do Rio fez apenas 333 – atrás de Goiás (869), Santa Catarina (495), Ceará (377), Minas Gerais (1.021), Rio Grande do Sul (1.236), Paraná (931) e Pernambuco (723). Existem duas razões principais para a queda no número de transplantes: o baixo índice de notificação de casos de morte encefálica – embora a medida seja obrigatória, como determina a Lei 9.434, de 4 de fevereiro de 1997 - e a queda no número de autorizações de familiares para a doação. Até o fim de julho deste ano, foram comunicados à Central de Transplantes apenas 294 casos de morte cerebral em todo o estado, que resultaram em 45 doações de órgãos e tecidos. De acordo com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ligado ao Ministério da Saúde, em 2004 havia 7,3 doadores por milhão de habitantes. Em 2005, essa proporção já era de 6,3; em 2006, de 6,0. Essa queda tem relação direta com a recusa das famílias em doar órgãos dos parentes mortos. No estado, em agosto, houve 50 notificações de morte encefálica (dado ainda parcial), mas apenas oito doadores. Dezessete doações deixaram de ser realizadas porque os parentes não autorizaram. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________ Extra / Viva Mais Viagem em vão para se salvar O autônomo Frederico Sattelmayer, de 45 anos, recebeu na noite de domingo a notícia de que seu transplante de fígado, enfim, aconteceria. Para isso, deveria ir à Clínica São Vicente, na Gávea. Voou, então, de São José dos Campos (SP), onde mora, até o Rio. Mas o sonho de ter a vida salva não se realizou: após uma disputa, que foi parar até na Justiça, o órgão acabou inutilizado. O órgão foi captado no Hospital Copa D'0r. Durante a operação, entretanto, o doador teve três paradas cardíacas — o que fez o fígado ser considerado "marginal" (não ideal para transplante). Segundo a coordenadora do Rio Transplante, Ellen Barroso, a legislação não permite que órgãos "marginais" sejam usados, salvo raríssimas exceções, que levem ser autorizadas pela câmara técnica federal. Responsável pelos transplantes hepáticos do Hospital do Fundão, Joaquim Ribeiro Filho alega que esse tipo de órgão pode ser usado se o paciente receptor concordar com a cirurgia. Por isso, sua equipe contactou Frederico — segundo Ellen, sem autorização do Rio Transplante. Em meio ao impasse, a esposa do paciente, Ilza, recorreu ao Ministério Público para conseguir a cirurgia. Seu marido chegou a ser anestesiado, mas o juiz não autorizou o transplante: — Meu marido não está entre os primeiros da fila, onde ficam os doentes mais graves, que não podem receber o órgão 'marginal'. Esse tipo de órgão é a única esperança para ele — disse. ______________________________________________________________________________________________________________________________________ POLÊMICA - Família espera há três dias por transplante Publicada em 17/07/2007 às 23h17m - O Globo RIO - Apesar da longa fila de pessoas à espera de um transplante, a família de uma mulher que teve morte cerebral na Clínica São Vicente, na Gávea, aguarda desde domingo uma reposta do Rio Transplante. Até o final da tarde desta terça-feira, a clínica continuava tentando junto à instituição do governo do estado a captação dos órgãos da paciente. - O Rio Transplante começou a solicitar informações e a gente a respondê-las. Essa demora passou um mal estar para a família, que vem questionando toda essa burocracia. As justificativas do Rio Transplante são muito evasivas e discutíveis tecnicamente - afirma o diretor médico da Clínica São Vicente, Sérgio Siqueira. A coordenadora do Rio Transplante, Ellen Barroso, informou que a falta de consenso em relação a um medicamento ingerido pela paciente provocou a demora na liberação do procedimento, feita na noite de terça-feira, com o aval da Central Nacional de Transplante. Quase 8 mil pessoas esperam hoje no estado por um órgão, segundo a Ong Amigos do Transplante. _______________________________________________________________________________________________________________________________________ Blog do Edison Paixão - Blog voltado a discussão de temas em saúde pública. Quinta-feira, 3 de Maio de 2007 - Retrocesso A confirmada saída do Prof. Joaquim da Direção do Rio Transplante é um retrocesso. Sua gestão foi a mais eficiente nos últimos anos juntamente com o esforço do período do Dr.Chabo. De um início complicado, evoluiu para um bom diálogo com os Hospitais de Emergência entendendo suas dificuldades e estimulando-os a superação. Não se acomodou, p.ex. com a existência de fila para transplante de cornea. Em lugares que a doação de órgãos é tratada com extrema seriedade, as filas de córnea praticamente se extinguiram. A importância desta área onde a saude pública tem um dos seus melhores desempenhos obriga que a Secretaria de Estado de Saúde do RJ dê ciência e as razões da mudança divulgando o nome do novo gestor e sua qualificação. ___________________________________________________________________________________________________________________________________________ JORNAL EXTRA • Sexta-feira 16 de fevereiro de 2007 FLAVIA JUNEIRA flaviaj@extra.infbr SIMONE MIRANDA Simanc.miranda@extra.'nf-br EX-PRESIDENTE DA ABPEF, DR. WALTER LABANCA ARANTES ASSUME RIOTRANSPLANTES Rio Transplante tem novo diretor, o Cardiologista assume programa, que passa a ser uma superintendência e ganha mais autonomia para acelerar fila. Foi anunciada ontem uma mudança que pretende acelerar a fila de pacientes à espera de transplantes no estado: o Rio Transplante deixou de ser urna central. estadual para tornar-se unia superintendência. Na prática, isso significa que o programa, que envolve desde a captação de órgãos e tecidos e a seleção de receptores até a cirurgia, terá uma maior autonomia para gerir todo o processo. Para o cargo de superintendente, foi convidado o ex-diretor do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, Walter Labanca Arantes. Por enquanto, o cirurgião cardiovascular está acumulando o cargo com a coordenação da Câmara Técnica de Transplantes de Coração. O nome de Labanca foi indicado pelo secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. Para ele, as mudanças no setor são imprescindíveis. —Temos que aumentara número de transplantes, não só de órgãos como de tecidos. E ter uma lógica maior, porque existe unia fila de pacientes muito grande — disse Côrtes. LEGISLAÇÃO PORTARIA Nº 1.160 DE 29 DE MAIO DE 2006 - criação do MELD Modifica os critérios de distribuição de fígado de doadores cadáveres para transplante, implantando o critério de gravidade de estado clínico do paciente Explica o calculo do MELD, etc. Texto O direito à burla na fila para transplante de órgãos Texto extraído do Jus Navigandi 13/07/2007 12:59 | CCJ da Câmara aprova projeto para acelerar transplantes - Agencia Estado A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara Federal aprovou, por unanimidade e em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 5993/05, do Senado, que obriga os hospitais não credenciados a realizarem transplantes, e também a ceder suas instalações e oferecer apoio operacional às equipes médicas autorizadas para a remoção dos órgãos ou tecidos. Os custos de remoção do corpo ou dos órgãos serão custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta será enviada agora à sanção presidencial, divulgou hoje o site da Câmara. Diz ainda que o projeto obriga o hospital a permitir a imediata remoção do corpo do paciente, caso a equipe responsável pelo transplante opte por realizar a retirada do órgão em outro local. Nos dois casos (remoção do corpo ou dos órgãos), deverá ser constatada a morte encefálica do paciente, como determina a Lei 9434/97 - que regulamentou o transplante no País. Além disso, os custos serão cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda segundo o projeto, o hospital que dificultar a remoção do corpo ou dos órgãos poderá ser multado. A votação acompanhou o parecer do relator, deputado Fernando Coruja (PPS-SC). Para o deputado, o projeto vai melhorar o aproveitamento de órgãos para transplantes no País. São comuns os casos de pacientes que morrem em hospitais não credenciados pelo SUS para transplante cujos órgãos e tecidos poderiam ser aproveitados para a doação. Um balanço feito para acompanhar o projeto, diz que de acordo com o Sistema Nacional de Transplantes, o Brasil possui atualmente 555 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados a realizar transplantes. O número de cirurgias realizadas por ano é inferior a 20 mil, sendo que a lista de espera, em 2006, era de quase 64 mil pessoas. Isso inclui pacientes que aguardam doação de coração, córnea, fígado, pâncreas, pulmão e rim. PROJETO DE LEI DO SENADO N.º 347, DE 2007 Senador Osmar Dias Altera a Lei n.º 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências, para obrigar hospitais a manter comissões de captação e doação de órgãos. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º A Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 13-A: “Art. 13-A. É obrigatório, para todos os hospitais com mais de oitenta leitos ou que disponham de unidades de emergência ou de tratamento intensivo, manter Comissão de Captação e Doação de Órgãos, composta por profissionais do quadro da instituição, com a finalidade de identificar possíveis doadores de órgãos, tecidos ou partes do corpo para fins de transplante ou tratamento entre os pacientes internados, fazer contato com seus familiares com o objetivo de obter autorização para a doação, manter meios de comunicação permanente com as centrais de notificação, captação e distribuição de órgãos da unidade federada em que se localizam, e outros definidos pela autoridade sanitária, na forma do regulamento”. Art. 2º O § 1º do art. 22 da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 22. ..................................................................................... § 1º Incorre na mesma pena o estabelecimento de saúde que deixar de fazer as notificações previstas no art. 13 e de manter a comissão a que se refere o art. 13-A. ........................................................................................ (NR)” Art. 3º Esta Lei entra em vigor no prazo de cento e oitenta dias a contar da data de sua publicação. Justificação Depois de vários anos de incremento sustentado da atividade transplantadora em nosso País, observa-se, nos últimos anos, uma redução do número de transplantes realizados e da produtividade do programa mantido pelo Sistema Único de Saúde – em verdade um dos maiores programas de transplantes do mundo. Entre as causas dessa redução, é apontada a organização insuficiente dos hospitais onde se encontram os doadores potenciais. Esses problemas organizacionais são, na opinião dos especialistas e estudiosos da matéria, responsáveis tanto pelas elevadas taxas de recusa à doação como de perda de órgãos. A proposição que oferecemos objetiva contribuir para a superação desse problema e consiste em promover alteração da Lei de Transplantes para obrigar a criação e manutenção de comissões de captação e doação de órgãos naqueles hospitais onde é mais provável de serem encontrados possíveis doadores, cuja função é, exatamente, organizar e dinamizar a identificação e captação de órgãos. Terça-feira, Setembro 18, 2007
ONGS E SITES Este site é bem completo e tem inclusive a formula de calculo do MELD na primeira pagina Doenças do Fígado O dono deste blog tem se correspondido comigo e está sempre disposto a colaborar Veja o artigo que ele escreveu AMIGOS DO TRANSPLANTE http://www.amigosdotransplante.com.br Contato Oswaldo Luiz - help@skydome.com.br Tel.: +55 (21) 2562-2571 Cel.: +55 (21) 9961-9339 Funciona dentro do Fundão e apoia integralmente Dr. Joaquim Oswaldo é transplantado com fígado marginal ONG que apareceu na reportagem da TVE e tb que assinou o oficio entregue ao Secretário pelo deputado Edson Santos ADOTE - Aliança Brasileira pela Doação de Orgãos e Tecidos http://www.adote.org.br/ ADOTE/RJ - Renato Gomes Rua 13 de Maio, 47 sala 1004 - 20031-000 Rio de Janeiro, RJ Tel: (21)2235-4978 / 9309-4829 adote.rj@terra.com.br Assessoria de Imprensa - Denise Teixeira - RP 18514/MT/RJ Fone: (21)9291-8886 adoterj.imprensa@terra.com.br denisegui@ig.com.br Possuem uma coluna NOTICIAS : para consulta e tambem para tentar colocar um texto denuncia Regina já escreveu para eles mas a resposta foi apenas formal ABTO - Associação Brasileira de Transplantes de Orgãos http://www.abto.org.br abto@abto.org.br Avenida Paulista, 2001 – 17º andar - Conj. 1704/1707 - Cerqueira César 01311-300 São Paulo - SP Tel. +55 (11) 3262-3353 Onde se pode encontrar algumas estatisticas nacionais - 2006 HEPATO - GRUPO OTIMISMO DE APOIO A PORTADORES DE HEPATITE C Contato: Carlos Varaldo é a pessoa que o Dr. Joaquim disse que era a mais eficiente nas ONG´s http://www.hepato.com/ Tel.: (21) 9973.6832 - Fax. (21) 2549.8809 e-mail: hepato@hepato.com DADOS DA CORA CORA REGINA SAMPAIO VIEIRA NASCIMENTO 01/04/1957 MATRICULA NA FILA DO RIO DE JANEIRO 332230 Estas matrículas chama-se RGCT MELD ATUAL: 28 Primeiro transplante Realizado em São Paulo, em 17/12/1997, no Hospital Albert Einstein, pela equipe da PROFIGADO O transplante será realizado na CLINICA SÃO VICENTE e já foi devidamente autorizado pelo plano de saúde dela: SUL AMERICA. |